segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Gestão do conhecimento - Parte I

Vídeo: Gestão do conhecimento

Gestão do conhecimento - Parte II

Vídeo: Gestão do conhecimento

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O que é o certificado energético?

Recebi um e-mail da Srª Ana Santos a solicitar informações sobre o certificado energético, dado que é uma "novidade" no mercado, decidi colocar aqui alguma informação, que pode também ser útil a mais leitores.

O que é o certificado energético

O certificado energético quantifica o desempenho energético de um edifício ou fracção autónoma, atribuindo uma etiqueta de desempenho energético às habitações. O certificado enumera e descreve ainda as medidas de melhoria do desempenho energético cuja concretização permitirá melhorar a classificação energética do edifício ou fracção autónoma.

A etiqueta energética classifica os edifícios ou fracções numa escala de classes energéticas – de fácil leitura e interpretação – que varia de A+ (maior eficiência) a G (menor eficiência), semelhante à existente para alguns electrodomésticos e equipamentos.

O certificado avalia as soluções construtivas e os equipamentos de aquecimento, arrefecimento e produção de águas quentes sanitárias instalados. Com base na localização, envolvente, exposição solar e características da construção é estimado o nível de energia necessário para manter a habitação a uma temperatura superior a 20ºC no inverno e inferior a 25ºC no verão e produzir água quente. A classe energética é atribuída comparando as necessidades de energia da habitação com o mínimo regulamentar, exigido para as novas construções, ao qual corresponde a classificação B-.

A Certificação energética para os edifícios existentes

Desde Janeiro de 2009 é obrigatória a emissão do certificado em todos os edifícios, novos ou usados, aquando da celebração de contratos de venda ou arrendamento. Assim como o comprador normalmente se informa dos custos de condomínio, passará também a poder conhecer os custos de energia estimados.

O certificado energético, para os edifícios existentes objecto de transacção, tem uma duração de 10 anos e é apenas informativo, não obrigando o proprietário à implementação de qualquer das medidas de melhoria propostas.

Quem pode emitir os certificados?

Apenas podem emitir o certificado energético Peritos Qualificados credenciados para efeito do Sistema de Certificação Energética (previsto no DL 80/2006).

Atenta a esta realidade, a SQUARE Imobiliária desenvolveu uma campanha promocional de oferta dos certificados aos seus clientes.

A acção decorre até Junho de 2009, e contará com uma divulgação massiva em acções de marketing de rede.

«A certificação energética de um imóvel é um dado muito importante no processo de decisão de compra, tornando a transacção ou o arrendamento mais transparente para os seus intervenientes.

Na prática, trata-se de uma espécie de exame a uma questão fundamental: o consumo energético da casa. Esta acção revela-se de enorme importância do âmbito do programa SQUARE ECO, o qual visa criar uma maior sensibilização junto dos nossos clientes e da população em geral para questões ambientais.

Motivo pelo qual a SQUARE está a assegurar a aplicação desta acção até Junho de 2009», afirma João Cunha, administrador da SQUARE.

A CENTURY 21 também está com uma campanha que decorre entre 12 de Janeiro e 28 de Fevereiro.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Os seus comerciais focam-se na floresta? Ou na Árvore?

Um dos maiores problemas que encontramos habitualmente nas equipas comerciais prende-se com o síndroma da árvore. Com certeza que conhece a metáfora.

Ver a floresta ou a árvore.

Isto nas vendas ocorre de diversas maneiras.

Vamos lá analisar duas das situações mais frequentes:

1. O meu pipeline de vendas é espectacular!

Muitas das vezes ao olharmos de perto para o nosso pipeline oportunidades de vendas, parece que ele está repleto de oportunidades fantásticas.

E ao perto parece mesmo.

No entanto, quando damos um passo atrás para vermos a floresta em vez da árvore, começamos a perceber que nem sempre é assim.

Quando analisamos as oportunidades de venda, existem duas categorias principais.

As oportunidades de curto prazo e as oportunidades de longo prazo.

As de curto prazo têm tendência a ser de menor valor, as de longo prazo têm tendência a ser de um valor mais elevado.

Todos os comerciais têm preferências pelo tipo de oportunidades que endereçam.

É raro termos um comercial que tem uma carteira equilibrada.

Acima de tudo, que procure endereçar as oportunidades de curto e longo prazo porque entende que este balancear é necessário para o seu sucesso comercial.

Ora qual é o problema de um pipeline focado apenas numa das situações?

Como já deve estar a adivinhar é o desequilíbrio que isso pode provocar.

Se só me foco nas grandes oportunidades, passo longos períodos de tempo sem fechar nada.

Se só me foco nas de curto prazo, nunca consigo ter uma boa facturação, dado o esforço para atingir o meu objectivo ter de ser sempre muito elevado face ao número de oportunidades que tenho de trabalhar.

Uma das preocupações que temos ao trabalhar com uma equipa é de facto verificar qual é a tendência e reequilibrar o seu processo comercial.

Isto pode ser feito mediante a correcta distribuição dos tipos de clientes.

No entanto, todos sabemos que nem sempre como comerciais temos capacidade para endereçar as grandes contas.

Por isso é aconselhável que este balancear ocorra, pesando também a maturidade comercial do vendedor.

2. Tenho umas oportunidades fantásticas em mão e tenho de me dedicar a 100% para as fechar.

Já ouviram esta frase?

Claro que sim, a determinada altura do campeonato todos nós de uma forma ou de outra a dissemos.

Este é mais uma vez o síndroma de ver a árvore versus ver a floresta.

Um dos erros que mais afecta a actividade comercial é o facto de acharem que conseguem influenciar o processo comercial ao longo te toda a cadeia de decisão.

Existe um ponto na venda em que deixa de estar nas nossas mãos a capacidade de influenciar o negócio.

Por exemplo, quando a porta da administração do cliente é fechada e ele começa com os seus pares a analisar as propostas que têm em cima da mesa.

Ou quando entra em cena o famoso "amigo especialista" que tem sempre opinião sobre tudo e ao qual ele recorre quando não domina o tema em questão e tem medo de fazer uma má decisão.

Nestas situações, sejamos honestos.

A não ser que tenhamos uma boa "cunha" temos a capacidade de influenciar o decisor?

Claro que não.

Quanto muito conseguimos vacinar algumas das questões que poderão surgir quando estiverem a analisar as propostas.

Mas na maioria dos casos, nem isso conseguimos.

Então se eu quero ter melhores resultados comerciais tenho de entender que devo novamente afastar-me e ver a floresta em vez da árvore.

Em vez de me focar só intensamente nesses clientes, devo entender que outros clientes "ou árvores" existem no mercado e que até possam ser uma alternativa viável e lucrativa.

E aumentar os meus resultados comerciais passa em primeiro lugar por aumentar o início do processo em termos de prospecção.

Esta semana lembrem-se:

Ver a floresta em vez de ver a árvore!

Autor: José de Almeida

Ideias & Desafios

www.ideiasedesafios.com

sábado, 10 de janeiro de 2009

A crise está em crise

Não resisti em partilhar este artigo do bem conhecido RAP, a não perder.

Opinião - A crise está em crise

A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado.


Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise.


De acordo com os especialistas – e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível – Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado. O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil.

O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB.

O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos.

No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro. A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta.

Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento.

Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado. É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado.

Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades.

Recebido por e-mail

Marketing

Bem que a língua portuguesa tentou forjar um similar nacional: mercadologia e até mercadização são palavras dicionarizadas, mas de aplicação cada vez mais rara na vida real. O vocábulo importado diretamente do inglês, marketing, sem outra adaptação que não a do sotaque local, acabou prevalecendo de tal forma que suspirar hoje por seus sucedâneos fracassados seria tão cômico quanto lamentar que o futebol não se chame balípodo ou ludopédio.

Pois é mesmo no marketing e não no balípodo que, pelo menos até prova em contrário, Ronaldo Fenômeno continua sendo craque.

Segundo o Houaiss, a língua de Henry Ford viu nascer por volta de 1920 a moderna acepção de marketing, palavra que até então era apenas a forma nominal do verbo to market, “negociar”. Surgia a acepção de conjunto mais ou menos organizado de técnicas comerciais com foco fechado no consumidor, que desse modo deveria ser sondado por meio de pesquisas, bajulado por campanhas publicitárias e acompanhado no chamado “pós-venda”.

O mesmo dicionário registra a chegada do termo por aqui em torno de 1960. Hoje, quando não existe uma única área da atividade humana em que o marketing não se aplique, já há descendentes locais, como o termo (pejorativo) marqueteiro.

A raiz da palavra inglesa é idêntica à do nosso mercado: o latim mercatus, “comércio, negócio”, que por sua vez saiu do verbo mercare, “negociar”. E por que, se tem DNA latino, o marketing resistiu a ser traduzido? A resposta não é simples, e provavelmente inclui em algum momento o reconhecimento de que, para a cultura portuguesa contemporânea, qualquer coffee break será sempre aguardado com mais ansiedade que uma simples pausa para o café.

Por que os shopping centers nunca emplacaram como centros comerciais? Talvez porque dessa forma vendam mais. No fundo, uma questão de marketing.


Publicado na “Revista da Semana”.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Novas medidas para o sector imobiliário no arranque de 2009

O primeiro dia do novo ano ficou marcado pela entrada em vigor de um conjunto de medidas criadas pelo Governo para apoiar o mercado imobiliário, e agilizar actos a ele associados. Eis algumas das medidas legislativas e respectivas regras, em vigor desde o dia 1 de Janeiro, criadas no âmbito do Orçamento de Estado, e também do programa SIMPLEX:

Fundo de investimento para arrendamento habitacional

No passado dia 31 de Dezembro de 2008 foi publicada a Portaria n.º 1553-A/2008, que define o regime jurídico a que ficam sujeitos os imóveis adquiridos por um Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional (FIIAH).

A figura dos fundos de investimento imobiliário foi introduzida pela Lei do Orçamento do Estado para 2009. Estes fundos, recorde-se, estão especificamente orientados para o investimento em imóveis destinados ao arrendamento habitacional, tendo em vista, por um lado, «contribuir para o desagravamento dos encargos das famílias no actual contexto dos mercados financeiros e, por outro, criar um estímulo adicional ao mercado do arrendamento urbano em Portugal», explica o Portal da Habitação.

Desta forma, é criado um regime que permite «às famílias oneradas com as prestações dos empréstimos à habitação fazerem face a situações transitórias de dificuldades», com garantia dos seus direitos adquiridos.

A Caixa Geral de Depósitos foi a primeira entidade a anunciar a constituição de um FIIAH.

De acordo com a edição online de ontem do Diário Económico (DE), o Ministério das Finanças está a estudar a possibilidade de alargar o âmbito de intervenção destes fundos.

«A ideia é colocar outro tipo de activos nestes fundos, para além dos imóveis de particulares detentores de crédito à habitação e que não conseguem pagar os seus empréstimos, ou detidos por promotores e que não conseguem escoá-los», lê-se no DE. Em causa «estão imóveis de habitação social detidos por câmaras municipais e misericórdias e que não têm dinheiro para os reabilitar».

Valor médio de construção para 2009

No último dia de Dezembro foi também publicado, na 1ª série do Diário da República, n.º 252, o valor médio de construção por metro quadrado para o cálculo do sistema de avaliação de prédios urbanos.

De acordo com o Portal da Habitação, «em conformidade com a alínea d) do n.º 1 e o n.º 3 do artigo 62.º do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI), e na sequência de proposta da Comissão Nacional de Avaliação de Prédios Urbanos (CNAPU), é fixado em €487,20 o valor médio de construção por metro quadrado, para efeitos do artigo 39.º do CIMI, a vigorar no ano de 2009».

Esta portaria aplica-se «a todos os prédios urbanos cujas declarações modelo n.º 1, a que se referem os artigos 13.º e 37.º do CIMI», sejam entregues a partir da data de 1 de Janeiro de 2009.

Reforma do registo predial fica "completa"

No novo conjunto de medidas legislativas visando a simplificação, desmaterialização e desformalização de actos e processos na área do registo predial, aprovadas através do Decreto-Lei n.º 116/2008, de 4 de Julho, e a vigorar desde 1 de Janeiro, figura:

- a disponibilização de serviços em perfil de balcão único junto de cinco entidades (advogados, câmaras de comércio e indústria, notários e solicitadores);
- a prática de actos de registo predial pela Internet;
- a disponibilização de uma Certidão Permanente de registo predial on-line;
- a eliminação da competência territorial das conservatórias/serviços de registo do registo predial;
- a obtenção de documentos de outro serviço da administração pública pela conservatória/serviço de registo;
- a possibilidade de envio, por via electrónica, de toda a informação necessária para o exercício do direito de preferência por entidades públicas.

Segundo o Governo, estas medidas destinam-se a facilitar a vida aos cidadãos e às empresas, já que permitem a redução de encargos administrativos e tornam os preços fixos e mais transparentes.

Certificado Energético obrigatório

A 1 de Janeiro entrou também em vigor a legislação que obriga à certificação energética de todos os edifícios, embora o processo tenha sido iniciado em 2006. A partir daquela data, todos os edifícios, novos e usados, terão de possuir um certificado energético.

Este certificado contém diversas informações tais como a identificação do imóvel, etiqueta de desempenho energético, validade do certificado, descrição sucinta do imóvel, descrição das soluções adoptadas, valores de referência regulamentares, entre outros.

De acordo com o Portal da Habitação, este certificado, no caso das habitações, passa a ser obrigatório aquando da realização de escrituras de compra e venda ou de arrendamento.

Fonte : Casa Sapo

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Regras para Entrevistas vs Ano de Oportunidades

Por vezes, perguntam-me se existe alguma regra de ouro para fazer entrevistas a candidatos a uma vaga. Não existe um guia especifico, e este assunto dava para estar a escrever durante 1 mês ou mais. No entanto, existe alguma regras que ajudam muito nesta fase que é crucial, para o desempenho da empresa: Contratar as pessoas certas, para os lugares certos.

Sem aprofundar os tópicos, pelo menos durante o dia de hoje, posso partilhar algumas regras (se é que a palavra "regra" me é permitida usar) que eu utilizo:

1 - Faça uma série de perguntas:
Perguntas claras gerais
Perguntas claras especificas
Perguntas de prova
Perguntas de reflexão

2 - Consiga exemplos concretos sobre o que foi realmente feito e não o que alguém pensa que devia ter sido feito.

3 - Qualifique as afirmações gerais "produziu um trabalho com qualidade" - O que é que isso significa?

4 - Tente obter comparações entre os exemplos que obtém do entrevistado e dos seus pares.

5 - Analise a mesma questão de ângulos diferentes.

6 - Escreva aquilo que é dito, tome notas suficientes (muito importante a curto e médio prazo).

7 - Verifique continuamente a compreensão, resumindo.

Cada vez mais temos de treinar e aperfeiçoar as técnicas que nos permitam contratar com a máxima segurança, é aqui que está um dos pontos essenciais para o sucesso de uma empresa. Apenas com bons colaboradores, conseguirá marcar a diferença.

Se por um lado é difícil em algumas áreas de negócio contratar com qualidade e somos obrigados a contratar "quem nos aparece", estou convencido de que este ano de 2009, irá ser mais fácil ter colaboradores mais motivados e principalmente mais interessados, porque a dificuldade que existe, é de todos e não apenas de alguns. Todas as equipas terão de estar juntas e a caminhar ao mesmo passo e na mesma direcção.

Vamos esperar que seja um ano de oportunidades e que quem estiver preparado e atento, com certeza que irá se diferenciar da concorrência...