quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Portugal vai ter vídeo em papel

Jornais, revistas, brochuras e livros vendidos em Portugal vão passar a ter acesso a uma tecnologia que permite visualizar clips de vídeo… em edições de papel.
A tecnologia Video In Print (VIP) encontra-se disponível comercialmente nos Estados Unidos desde Setembro, mas a partir desta semana passará a estar acessível também a publicações distribuídas em território nacional, avança a agência Lusa.
Trata-se de "um ecrã com dois milímetros de espessura que pode ser incorporado no meio de uma folha de jornal ou revista ou numa brochura ou livro", explica a mesma fonte.
O ecrã é recarregável por via de uma ligação USB e permite ver um vídeo de até 120 minutos - com imagens que acompanhem uma reportagem, anúncios publicitários ou apresentações de produtos, por exemplo.
Quando foi lançado nos EUA - acompanhado de uma grande campanha conjunta da CBS e da Pepsi na revista Entertainment Weekly - o serviço registou uma "reacção brutal" por parte do público, disse à Lusa a Ana Santana Lopes, a editora executiva da Pixel, que vai comercializar a novidade em Portugal.
A responsável realçou ainda a possibilidade do anúncio ser acompanhado de cheiros, texturas ou sabores, destacando o carácter inovador desta última: funciona através de umas tiras de papel, que vêm numas saquetas e que quando colocadas na boca se desfazem permitindo sentir o gosto do produto.
Menos apelativo poderá ser o custo da adopção deste tipo de soluções, admite a responsável, embora se tenha escusado a falar em valores. Ainda assim, afirma que existem já "várias" empresas interessadas, em "áreas como a comunicação, grande consumo e sector automóvel".
 
In: Tek.Sapo

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sector das TIC espanhol caiu oito por cento em 2009

A ASIMELEC, Associação Multi-sectorial de Empresas de Tecnologias da Informação, Comunicações e Electrónica de Espanha fez o balanço ao sector em 2009 e traçou as suas previsões para este ano. Martín Pérez, presidente da associação, resumia assim a situação do sector das TIC em 2009: “esperávamos terminar o ano com um crescimento zero, mas a situação económica fez com que os resultados acabassem por ser muito pior do que esperávamos. A queda foi de oito por cento, o que representa uma perda de cerca de quatro mil milhões de euros, sendo que as previsões para este ano apontam para resultados um pouco melhores, mas igualmente negativos, com perdas à volta dos 2,5 por cento”.


A indústria das TIC espanhola fechou, assim, o ano de 2009 com uma queda global de oito por cento, percentagem que ascendeu em alguns subsectores a mais de 20 por cento. Só o segmento da mobilidade parece ter obtido resultados menos críticos. O mercado de consumo em Espanha foi o que registou um dos piores resultados, com una queda de 22 por cento, precedido pelo sector do audiovisual, com menos 24 por cento. “O consumo está em níveis mínimos e as vendas deste segmento estão de facto em mau estado. Isto deve-se, sobretudo, à dificuldade dos consumidores em obter crédito e à situação económica que o país atravessa. No entanto, há que ser optimista, já que, no último trimestre, devido à campanha de Natal, pudemos observar uma melhoria, que esperamos que continue”, adianta Martín Pérez.

Dentro do mercado das TIC espanhol, o segmento do hardware sofreu um decréscimo de 14, 65 por cento, sendo que, por seu turno, o mercado da mobilidade também sofreu com a actual conjuntura, registando um decréscimo de 28,21 por cento. O segmento dos smartphones foi dos que escapou, registando resultados muito positivos, nomeadamente “um crescimento em unidades vendidas de 199,48 por cento e um aumento na facturação de 83,25 por cento”, de acordo com a Asimelec.

No que diz respeito aos restantes sectores, os resultados foram igualmente negativos. O sector das telecomunicações sofreu um decréscimo em 2009 de seis por cento, seguido do de software e serviços com menos cinco por cento e da Internet e serviços de informação, com uma queda de 2,3 pontos percentuais.

Estes são os piores resultados do sector em quase duas décadas e “são muito preocupantes, sobretudo se tivermos em conta que este é um dos três sectores mais importantes do país, que poderá contribuir para que saiamos da crise”, sustenta o presidente da Asimelec.

De acordo com este responsável, “2010 também vai ser crítico, se não formos capazes de reactivar o consumo, fomentar os investimentos no tecido empresarial e aumentar a consciência da administração central quanto ao importante papel das TIC para a economia do país”, sublinha Martín Pérez, para quem “sem as TIC, dificilmente haverá um desenvolvimento sustentável”.

Para a Asimelec, é preciso fortalecer o valor das TIC na economia e “que o Governo se consciencialize desta necessidade e que realmente haja uma correlação entre a palavra e os actos”.

Não se incentivam as TIC, acrescenta a associação, realizando cortes no orçamento previsto no “Plan Avanza” para este sector. “É necessário que tanto o Governo, como as Comunidades Autónomas fomentem o investimento no sector das TIC, se de facto quiserem que sejam o motor da mudança nos modelos de negócio”, sustenta o presidente da associação.

Martín Pérez também denunciou a exclusão do sector do processo de elaboração da Lei da Economia Sustentável em discussão no país vizinho.
 
In: computerworld

Facebook e as empresas

 - Quantas vezes já "gostou de algo" sem ler ou ver o conteúdo em profundidade?
 - A quantos grupos pertence sem nunca ter colocado um post?
 - É fã de quantas páginas sem interacção alguma da sua parte?
 - Quantos pedidos de Questionários, Beijos, Abraços e Jogos já recebeu?
 - O nível de participação dos seus fãs, seguidores e fiéis é fraco?

Estas questões levantam algumas tipologias comportamentais interessantes e que deram origem a esta pequena análise que partilho convosco, enquadrada nas actividades de marketing das empresas e da construção de sites sociais.

Recentemente, uma questão interessante foi-me colocada durante o processo de levantamento de necessidades e avaliação de objetivos, na construção de uma comunidade social para uma universidade. O cliente, certo das suas necessidades, levantava a questão: "Para quê construir uma comunidade 2.0 para a minha universidade quando posso ter um grupo no Facebook?". A ideia subjacente à construção dessa mesma comunidade era a fidelização de alunos, interface com empregadores e ex-alunos, construindo um canal de comunicação eficaz e de fidelização dentro do seu universo de actuação.

A resposta, apesar da reduzida pergunta, levanta algumas questões pertinentes e que devem ser analisadas à luz do comportamento dos utilizadores e das suas prácticas de interacção social dentro no Facebook. Se por um lado o Facebook é um canal de elevada abrangência e penetração mundial, também é notório que deve ser encarado como uma âncora de cliques para gerar visitas off-site (no sentido Facebool - site original). A criação de uma identidade e presença na famosa rede social tem alguns problemas relacionados com a profusão de assuntos e actividades, algumas delas meramente lúdicas, outras até intrusivas e geradoras de spam social ( Quizzs, Social Gaming, Horóscopos, etc). Por isso, não se deve cair na tentação simplista de achar que uma página de fãs ou um grupo fará milagres pela sua actividade digital ou site principal, nem será certamente um substituto, antes um complemento de comunicação.

O elevado grau de participantes e o incontável grau de actividades faz com que o relacionamento seja instantâneo e efémero, uma espécie de simpatia por impulso: "Gostas disto? Eu também".

A geração de estratégias de fidelização passa pela utilização desses canais como meios de divulgação, mas tendo em conta que a construção da identidade primária seja o site sobre o qual a empresa se desenvolve na web. A simpatia ou popularidade por impulso, mas sem actividade real, é uma constante em páginas e grupos, nos quais se podem ver milhares de utilizadores que aderem ( de forma quase inconsciente e impulsiva ) mas que pouco ou nada participam nessas mesmas micro-comunidades temáticas.

É fácil para qualquer um criar um grupo de assunto ou tema actual, e angariar milhares de seguidores. A mesma coisa já não se poderá dizer sobre a participação desejável desses mesmos clientes, agora transformados em fãs, no processo de construção da marca. Por isso, a resposta à pergunta do meu ilustre cliente é: "Podia ter apenas um grupo no Facebook em vez de uma comunidade social? Podia, mas não era a mesma coisa."

Em suma: não conte apenas com o Facebook para as estratégias de marketing da sua empresa. Encare-o apenas como um excelente e complementar canal de comunicação social. Caso contrário, a sua marca poderá muito bem passar desapercebida no meio de tanta actividade.
 
In: goweb